0

Resenha: Livro Sussurro (Série HUSH HUSH) – Parte 1

Oi pessoal!

Hoje eu começo minha primeira resenha.Quando for relacionado a livros,esse tipo de post ficará bem longo pois sempre colocarei o primeiro capítulo para que vocês possam ler.
E para o hoje eu escolhi a série de livros HUSH SUSH (de Becca Fitzpatrick) que é minha série favorita no momento!
A série narra a história de Nora Grey (uma humana) e Patch (um anjo caído).É composta por 4 livros e hoje vamos falar sobre o primeiro: Sussurro

livro sussurro

Vi vários resumos sobre essa série em vários blogs mas mesmo assim resolvi fazer um resumo com minhas próprias palavras para vocês:

Nora Grey é uma garota de 16 anos responsável e que sabe o que quer,muito focada nos estudos ela nunca se relacionou com nenhum garoto por mais que sua amiga Vee Sky os empurrasse para cima dela,Nora e Vee tem como inimiga numero 1 Marcie Millar uma garota mimada e arrogante que provoca Nora desde a infância sem motivo algum.
A vida de Nora muda completamente quando seu professor de biologia resolve colocar Patch Cipriano como seu companheiro de laboratório,com um sorriso tranquilo e um olhar ipinotisante Patch incia uma série se investidas sobre Nora deixando-a sem graça e com muita raiva pois ele parece estar onde quer que ela esteja e sabe mais sobre sua vida do que seus amigos mais íntimos. Ela não consegue decidir entre sair correndo e se esconder ou cair no braços de Patch.
Coisas aterrorizantes começam a acontecer com Nora,várias perguntas se formam em sua cabeça e quando ela encontra as respostas ele se vê em meio a uma batalha de imortais e anjos caídos e tem a preocupante opção de confiar em Patch ou não…

Conheça melhor a série lendo o primeiro capítulo:

primeiro capítulo

Coldwater,Maine
Dias atuais

Eu entrei na aula de biologia e meu queixo caiu.Misteriosamente aderido ao quadro-negro estava uma boneca Barbie,com Ken ao seu lado.Eles foram forçados a dar os braços e estavam nus,exceto por folhas artificiais colocadas em alguns lugares específicos.Rabiscado acima de suas cabeças em giz grosso rosa estava a convocação:

BEM VINDOS À REPRODUÇÃO HUMANA (SEXO)

Ao meu lado Vee Sky disse “É exatamente por isso que a escola proíbe câmeras de celular.Fotos disso no eZine seria toda a evidencia que eu precisaria para ir ao conselho de educação para remover biologia.E então teríamos essa hora para fazer algo produtivo – como receber monitoramento particular dos veteranos gracinhas.”
“Ora Vee,” eu disse, “Eu podia jurar que você estava esperando essa unidade o semestre todo” Vee abaixou os cílios e sorriu maliciosamente. ” Essa aula não vai me ensinar nada que eu já não saiba”
“Vee?Tipo,virgem?”
“Não tão alto.” Ela piscou bem quando o sinal tocou,mandando nós duas a nossos lugares,que eram lado a lado na nossa mesa compartilhada.
O treinador McConaughy agarrou o apito de uma corrente ao redor do seu pescoço e assoprou. “Assentos time” O Treinador considerava ensinar biologia do segundo ano uma missão secundaria de seu trabalho como treinador de basquete escolar,e todos sabíamos disso.
“Vocês podem não ter percebido que sexo é mais do que uma viagem de quinze minutos no banco traseiro do carro.É ciência.E o que é ciência?”
“Uma chatice” algum garoto no fundo da sala gritou.
“A única aula que eu estou reprovando” disse outro.
Os olhos do Treinador examinaram a fileira da frete,parando em mim,”Nora?”
“É o estudo de alguma coisa” eu disse.
Ele andou até mim e enfiou seu dedo indicador na mesa na minha frente.”O que mais?”
“Conhecimento ganho através de experimento e observações” Adorável.Eu soava como se tivesse fazendo um teste para um audiobook do nosso texto.
“Com suas próprias palavras”
Eu toquei a ponte da minha língua com meu lábio inferior e tentei um sinônimo.”Ciência é uma investigação.”
Soava como uma pergunta.
“Ciência é uma investigação,” o Treinador disse,esfregando suas mãos juntas.”Ciência exige que nós nos transformemos em espiões.”
Colocando desse jeito,ciência quase soa divertido.Mas eu estava na aula do Treinador a tempo suficiente para não ter muitas esperanças.
“Uma boa investigação precisa de pratica” ele continuou
“Assim como sexo” veio outro comentário do fundo da sala.Todos nós engolimos a risada enquanto o treinador apontava um dedo acusador para o transgressor.
“Isso não sera parte da lição de casa de hoje a noite” O Treinador virou sua atenção de volta a mim.”Nora,você esta se sentando ao lado de Vee desde o começo do ano” Eu assenti,mas tinha um mau pressentimento sobre onde isso estava chegando.”Ambas estão no eZine da escola juntas” Novamente eu assenti. “Aposto que conhecem bastante uma sobre a outra”
Vee chutou minha perna de baixo de nossa mesa.Eu sabia o que ela estava pensando.Que ele não fazia ideia do quanto conhecíamos uma sobre a outra.E eu não quero só dizer os segredos que enterramos em nossos diários. Vee é minha des-gêmea.Ela tem olhos verdes,cabelos loiros e uns quilos acima de curvelínia. Eu sou uma morena de olhos esfumaçados com uma volume de cabelo encaracolado que se mantém firme até mesmo contra a melhor chapinha.E sou só pernas como um banquinho de bar. Mas ha uma corda invisível que nos une;ambas juramos que esse laço começou bem antes do nascimento.E ambas juramos que continuara seguro pelo o resto de nossas vidas.
O treinador deu uma olhada na sala. “De fato,eu aposto que cada um de vocês conhece a pessoa sentada ao lado bem o bastante.Vocês escolheram o assento por uma razão certo? Familiaridade.Que pena que os melhores detetives evitam familiaridade. Ela entorpece o instinto investigativo. E é por isso que,hoje vamos criar um novo mapa de sala.”
E abri minha boca para protestar mas Vee chegou antes. “Mas que porcaria? É abril.Tipo quase o final do ano.Você não pode mexer nesse tipo de negócio agora.”
O Treinador deu um vestígio de sorriso “Eu posso mexer nesse negócio até o ultimo dia do semestre.E se você reprovar na minha aula,você estará de volta aqui no ano que vem,onde eu estarei mexendo nesse tipo de negócio novamente.”
Vee fez uma carranca para ele.Ela é famosa por aquela carranca. É um olhar que faz tudo,exceto sibilar audivelmente.Aparentemente imune a ele,o treinador trouxe seu apito aos lábios,e captamos a ideia.
“Cada parceiro sentado ao lado esquerdo da mesa – a esquerda de vocês – mova-se um assento para frente.Aqueles na fileira da frente – sim,incluindo você Vee – movam-se para os fundos”
Vee enfiou seu caderno dentro da mochila e errebentou o zíper ao fechar.Eu mordi o lábio e acenei um pequeno adeus.Então eu me virei ligeiramente,checando a sala atras de mim.Eu conhecia o nome do todos meus colegas de sala…exceto um.O Transferido.O Treinador nunca o chamou,e ele parecia preferir desse jeito.Ele se sentava desleixadamente uma mesa atras,olhos negros gelados encarando a frente firmemente.Exatamente como sempre.Eu nem por um momento acreditava que ele simplesmente sentava la,dia após dia,encarando o vazio.Ele estava pensando algo,mas o instinto me dizia que eu provavelmente não queria saber o que. Ele colocou seu livro de bilogia na mesa e deslizou a antiga cadeira de Vee.
Eu sorri.”Oi.Eu sou Nora.”
Seus olhos me cortaram,e os cantos de sua boca inclinaram para cima. Meu coração errou uma batida e naquela pausa,um sentimento de triste escuridão pareceu deslizar como uma sombra sobre mim.Ele sumiu em um instante mas eu ainda estava o encarando.Seu sorriso não era amigável.Era um sorriso que soletrava encrenca.Como uma promessa.
Eu me foquei no quadro-negro.A Barbie e o Ken encararam de volta com sorrisos estranhamente alegres.
O Treinador disse. “Reprodução humana pode ser um assunto pegajoso-”
“Uiii! resmungou um coro de estudantes.
“É preciso um manuseamento maduro.E como toda ciência,a melhor abordagem é aprender a investigar.Pelo resto da aula pratiquem essa técnica descobrindo o quanto puderem sobre seu novo parceiro.Amanha tragam em escrito suas descobertas,e acreditem em mim,eu vou checar a autenticidade.Isso é biologia,não inglês,então nem pensem em ficcionalizar suas respostas.Eu quero ver interação e trabalho em equipe.” Havia um Ou então implicito.
Eu me sentei perfeitamente imóvel.A bola estava no campo dele – eu tinha sorrido,e olha como isso me ajudou.Eu enrruguei meu nariz tentando descobrir a que ele cheirava.Não a cigarros.Algo mais profundo,mais asqueroso.
Charutos.
Eu encontrei o relógio na parede e bati o lápis na hora da segunda mão.Eu plantei o cotovelo na mesa e apoiei meu queixo no meu punho.Eu soprei um suspiro.
Ótimo.A esse ponto eu iria falhar.
Eu estava com meus olhos fixos a frente,mas eu ouvi o suave deslizar de sua caneta.Ele estava escrevendo,e eu queria saber o que.Dez minutos sentados juntos não o qualificava para fazer qualquer suposição sobre mim.Movendo um olhar teatral eu vi que seu papel tinha várias linhas,e estava crescendo.
“O que você esta escrevendo?” eu perguntei.
“E ela fala inglês” ele disse enquanto rabiscava,cada pincelada de sua mão suave e preguiçosa ao mesmo tempo.
Eu me inclinei o mais perto dele que eu ousava,tentando ver o que mais ele tinha escrito,mas ele dobrou o papel ao meio escondendo a lista.
“O que você escreveu?” eu exigi.
Ele esticou a mão para meu papel não-usado,deslizando-o pela mesa,na direção dele.Ele o amassou em uma bola.Antes que eu pudesse protestar,ele o jogou em uma lata de lixo ao lado da mesa do Treinador.O arremesso caiu dentro.
Eu encarei a lata de lixo um momento,presa entre a descrença e a raiva.Então eu abri meu caderno em uma página em branco.”Qual é o seu nome?” Eu perguntei,o lápis pronto para escrever.
Eu olhei para cima a tempo de captar outro sorriso sombrio.Esse parecia me desafiar a arrancar qualquer coisa dele.
“Seu nome?” Eu repeti,esperando que fosse minha imaginação minha voz ter vacilado.
“Me chame de Patch.Sério.Me chame.”
Ele piscou quando disse isso.e eu estava bem certa de que ele estava me zoando. “O que você faz no seu tempo livre?” perguntei.
“Eu não tenho tempo livre.”
“Presumo que essa tarefa vale nota,então me faz um favor?”
Ele se inclinou no seu assento,dobrando os braços atras da cabeça. “Que tipo de favor?”
Eu tinha bastante certeza de que isso era uma indireta,e eu lutei por um jeito de mudar de assunto.
“Tempo livre” ele repetiu esse pensamento. “Eu tiro fotos”
Eu copiei fotografia no meu papel.
“Eu não terminei” ele disse “Eu tenho uma bela coleção de uma colunista de eZine que acredita que ha verdades em comer organicamente,que escreve poesia em segredo,e que estremesse ao pensar em ter que escolher entre Stanford,Yale,e…qual é aquela grandona com H?”
Eu o encarei por um momento,balançada por ele ter acertado na mosca.Eu não tinha o pressentimento de que era um chute.Ele sabia.E eu queria saber como – agora.
“Mas você não acabará indo para nenhuma delas.”
“Eu não irei?” Eu perguntei sem pensar.
Ele prendeu seus dedos debaixo do assento da minha cadeira,me arrastando para mais perto dele.Não sabia se deveria escapar e demonstrar medo,ou não fazer nada e fingir tédio,escolhi a ultima opção.
Ele disse “Embora você prosperasse nas três escolas,você as desdenha por serem um clichê em realização.Julgar é a sua terceira maior fraqueza.”
“E a minha segunda?” Eu disse com bastante raiva,Quem era esse cara?Esse era algum tipo de piada perturbadora?
“Você não sabe como confiar,Eu retiro o que disse.Você confia-só que nas pessoas erradas.”
“E o meu primeiro?” eu exigi.
“Você mantem a vida em uma coleira curta.”
“O que isso quer dizer?”
“Você tem medo do que não consegue controlar”
O cabelo na minha nuca ficou de pé,e a temperatura na minha sala pareceu esfriar.Normalmente eu teria ido diretamente a mesa do treinador e pedido um novo mapa de sala.Mas eu me recusava a deixar Patch pensar que ele podia me intimidar ou assustar.Eu senti uma necessidade irracional de me defender e decidi bem ali e agora que não recuaria até que ele recuasse.
“Você dorme pelada?” ele perguntou.
Meu queixo ameaçou cair,mas eu o segurei no lugar. “Você está longe de ser apessoa a quem eu contaria.”
“Já foi a um psiquiatra?”
“Não” eu menti.A verdade é que eu tinha consulta com o psicologo da escola,Dr. Hendrickson.Não era por escolha,e não era algo que eu gostava de falar sobre.
“Fez algo ilegal?”
“Não” Ocasionalmente passar do limite de velocidade não contaria.Não com ele.”Por que você não me pergunta algo normal?Como…meu tipo de musica favorita”
“E não vou perguntar o que posso adivinhar”
“Você não sabe que tipo de musica eu escuto”
“Barroco.Com você,tudo é ordem,controle.Eu aposto que você toca…violoncelo?” Ele disse isso como se tivesse chutado do nada.
“Errado.” Outra mentira,mas essa enviou um arrepio pela minha pele que deixou meus dedos formigando. Quem era ele,realmente?Se ele sabia que eu tocava violoncelo,o que mais ele sabia?
“O que é isso?” Patch deu um tapinha com sua caneta no interior do meu pulso.Instintivamente eu recuei.
“Uma marca de nascença”
“Parece uma cicatriz.Você é suicida,Nora?” Seus olhos se conectaram com os meus,e eu pude sentir ele rindo. “Pais casados ou divorciados?”
“Eu moro com minha mãe”
“Onde esta o seu pai?”
“Meu pai morreu ano passado”
“Como ele morreu?”
Eu hesitei.”Ele foi-assassinado.Esse é um território meio pessoal,se não se importa.”
Houve uma contagem de silencio e a beirada dos olhos de Patch pareceu suavizar um pouco.”Isso deve ser duro” Ele soava sério.
O sinal tocou e Patch estava de pé,caminhando em direção a porta.
“Espera” eu chamei.Ele não se virou.”Com licença!” Ele tinha passado pela porta.”Patch!Eu não peguei nada sobre você.”
Ele se virou e andou na minha direção.Tomando minha mão,ele rabiscou algo nela antes de eu puxar.
Eu olhei para baixo para os sete números em tinta vermelha na minha palma e fechei a mão ao redor deles.Eu queria dizer a ele que de jeito nenhum seu telefone tocaria hoje a noite.Eu queria dizer a ele que era culpa dele por tomar todo o tempo me questionando.Eu queria um monte de coisas,mas eu só fiquei parada la como se não soubesse abrir minha boca.
Por fim eu disse” Estou ocupada hoje a noite”
“Assim como eu” ele sorriu e se foi.
Eu fiquei pregada no lugar,digerindo o que tinha acabado de acontecer.Ele tinha comido todo o tempo me questionando de propósito?Para que eu falhasse?Ele achava que um relampejo de sorriso o redimiria?Sim,eu pensei,ele achava.
“Eu não vou ligar!” Eu gritei depois dele “Nunca”
“Você terminou a sua coluna para o prazo de amanha?” Era a Vee.Ela apareceu ao meu lado anotando no caderno que ela carregava para todo o lugar.”Estou pensando em escrever a minha sobre a injustiça do mapa de sala.Eu fiquei com uma garota que disse que tinha acabado um tratamento para piolhos essa manhã”
“Meu novo parceiro” eu disse apontando no corredor para as costas de Patch.Ele tinha um andar irritantemente confiante,do tipo que você acha combinado com camisetas desbotadas e um chapéu de cauboy.Patch não usava nenhum dos dois.Era um garoto do tipo Levi’s escura,jaqueta escura, botas escuras.
“O veterano transferido?Acho que ele não estudou o bastante da primeira vez.Ou da segunda” Ela me deu um olhar astucioso “Na terceira ele tem sorte”
“Ele me da arrepios.Ele conhecia meu tipo de musica favorita.Sem qualquer dica ele disse ‘barroco'” Eu fiz um péssima imitação da sua voz baixa.
“Chute de sorte?”
“Ele sabia…outras coisas”
“Como o que?”
Eu soltei um suspiro.Ele sabia mais do que eu queria contemplar confortavelmente.”Tipo como me enlouquecer” eu disse por fim “eu vou dizer ao Treinador que ele tem que nos trocar de volta”
“Vai nessa.Eu podia ter um gancho para meu próximo artigo no eZine ‘Segunda-Anista Defende-se’ Melhor ainda ‘Mapa de Sala Leva um Tapa na Cara’ Humm eu gostei”
No final do dia,fui eu quem levou um tapa na cara.O Treinador recusou meu pedido para repensar o mapa de sala.Parecia que eu estava presa com Patch.
Por ora.

Resenha do segundo livro em breve!

Como eu disse o post ficou beeeem longo mas espero que vocês tenham gostado!

Bjs